Existe vida além do Google!

Quem é da minha geração certamente lembra do tempo que o Cadê? era o principal site de busca no Brasil (lá se vão pelo menos 12 anos…). O Altavista rivalizada com o Cade? até que o Yahoo! chegou dominar o mercado por um bom tempo. E eis que surge o Google, e os sites de busca nunca mais foram os mesmos. Entre os vários fatores que tornam o Google uma unanimidade, podemos citar o grande número de resultados de suas pesquisas como um dos fatores de sucesso. Mas eu sempre procuro alternativas frente as exclusividades, e assim cheguei a algumas ferramentas que eu já conhecia e usava (o Google nunca foi minha única fonte de pesquisa, mesmo online) e outras que tive o prazer de descobrir ao escrever este post. Vou listar as que na minha opinião merecem nossa atenção e podem ser usadas com eficiência.

  1. WolframAlpha - se você é nerd interessado por matemática, física e ciências exatas de uma maneira geral, esta ferramenta que é categorizada como answer engine (ferramenta de resposta) fornece informações completas sobre a palavra-chave pesquisada. Fiz uma busca por fibonacci sequence e o resultado foi uma lista de informações que incluíam explicação técnica, fórmula, tabela de referência e gráficos para ilustrar as explicações.
  2. Ask – com site em português e visual mais tradicional, o Ask é um site de busca criado em 1996 em Oakland, Califórnia. Embora seja muito semelhante ao Google, a interface é mais limpa e a área de links patrocionados se resume a dois pequenos paineis no início e no fim da pesquisa. Na parte superior direita são listadas pesquisas relacionadas para tornar a resposta mais específica e facilitar a busca pela informação. Os resultados podem diferir se comparados a uma busca com as mesmas palavras-chave no Google, mas isto acaba por se tornar uma vantagem se levar em consideração a quantidade de links de baixa qualidade listados no Google. Costumo usar para pesquisar biografias ou temas mais técnicos.
  3. SciELO – literalmente uma biblioteca eletrônica, este é a melhor definição para o SciELO. Criado pela FAPESP e com o apoio do CNPq, o site reúne uma coleção de periódicos científicos brasileiros da mais diversas áreas do conhecimento. Particularmente é minha principal fonte de pesquisa para qualquer trabalho acadêmico. Vale lembrar que todas as informações constantes no SciELO já foram publicadas em algum periódico, portanto, para aqueles que pensam que copiar-colar é pesquisa científica, pensem duas vezes antes de adotar este método ao usar o site. Um aspecto muito positivo é que por se tratarem de artigos científicos, todas as referências bibliográficas constam nos documentos, o que ajuda muito na hora de procurar material de consulta mais consistente.
  4. Ensembli – na minha pesquisa por sites de busca, este foi de longe o que mais me chamou a atenção. Ainda estou experimentando o serviço, mas a principal proposta do Ensembli é aprender sobre suas preferências para oferecer buscas cada vez mais focadas nos tópicos que lhe interessam. A idéia é que ao pesquisar por determinado tópico, os links que você clicar serão categorizados como interesse para que a próxima pesquisa seja mais focada naquilo que você escolheu. O serviço ainda precisa de muitos ajustes, mas se funcionar como o prometido, tem tudo para ser o futuro dos buscadores. Vale a visita, embora ainda não tenha versão em português.
  5. Altavista – o Altavista foi criado em 1996 e foi o primeiro search engine da web. Em 2003 o site foi comprado pela Overture Services, e neste mesmo ano a Overture foi comprada pelo Yahoo!. Embora tenha um visual tradicional e não ofereça grande diferencial em relação ao Google, a velocidade de resposta e a visual mais limpo são pontos que merecem atenção, lembrando que não é possível comparar tempo de resposta entre eles, já que o Google usa um retorno em tempo real para as pesquisas. Dentre as alternativas, o Altavista merece mais uma menção honrosa pelo histórico do que por qualquer recurso que ofereça hoje.
  6. Buscape – embora não seja uma ferramenta de busca propriamente dita, o Buscape trabalha com um conceito muito interessante de serviço de comparação de preço. É possível pesquisar o preço de um produto, descobrir o melhor preço e em qual loja é possível comprar pelo valor sugerido. Em 2009 foram vendidos 91% das ações do site para o grupo sul-africano Naspers. O Buscape é o case de e-commerce brasileiro de maior sucesso na história.

Não citei o Bing e a Wikipedia por motivos diferentes. O primeiro porque o serviço é tão ruim que nem merece comentário além deste. O segundo porque na verdade a Wikipedia não é um site de busca, mas uma ferramenta Wiki. Há uma vasta gama de ferramentas em desenvolvimento ou sendo testadas, obviamente não poderia citar todas, mas espero com este post ter ajudado a melhorar suas pesquisas.

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